Maia e seus Amigos

Vicente José Braz da Maia, o Velho Maia ou Mainha, reuniu-se com seus amigos para uma comemoração muito especial. Na quinta-feira (04), ele completou um ano de corridas matinais, sem falhar nenhum dia. Não é um nem dois, são 365 dias de atividade física ininterrupta.

A rotina de treinamento começa muito cedo, antes mesmo do sol nascer. Maia faz exercícios de alongamento, depois o aquecimento e parte para as ruas. Não tem percurso definido. Corre por toda a cidade, ao sabor do acaso. Desfruta a liberdade em sua plenitude. As ruas quase desertas dão-lhe esta agradável sensação de quietude, de felicidade, de encontro consigo mesmo.

Nestas jornadas pelas ruas da cidade, o Velho Maia viveu situações as mais diversas. Enfrentou frio, calor, vento, neblina, garoa, chuva e até granizo. Enfrentou a ameaça representada por motoristas e motoqueiros descuidados. O resfriado, tampouco, foi obstáculo para este obstinado. Nestas aventuras matutinas, sofreu várias quedas. Certa vez, um pequeno galho que estava na calçada enroscou-se em suas pernas e deu-lhe um senhor pialo. Nem as quedas, nem as escoriações foram capaz de pará-lo.

Por isso, os seus amigos, companheiros da ACORU, resolveram homenageá-lo da maneira mais desportiva possível, ou seja, acompanhando-o em seu treinamento diário. O Velho Maia, um solitário por opção, aceitou a companhia e o grupo de amigos correu no Parcão e pelas ruas até a porta de sua casa.

Os sócios da ACORU, Associação que o Maia ajudou a fundar e tanto ama, se congratulam com ele por esta vitória e desejam muita felicidade a este veterano atleta que desfruta plenamente a juventude e o vigor dos seus 71 anos.